sábado, 4 de janeiro de 2014

Sueli, cantando e encantando

Minha querida irmã Sueli - ou Sutil, para os chegados - há muito vem encantando os marianenses com seu talento musical que tanto orgulhava seu pai, o Maestro Gegê. Autodidata, com seu inseparável violão ou acompanhada de seu marido Toni Claret - outro excelente músico - abrilhanta várias celebrações católicas seja na Catedral da Sé ou outra igreja centenária de Mariana, tornando o culto ainda mais celestial.

Quando ela canta, parece que até a brisa se cala. Ela atrai serafins e querubins toda vez que solta a sua linda voz. Uma voz de anjo, por que não? Não se limita apenas a uma série de sons melodiosos, ela vem carregada de paixão, de sentimento.

Suas apresentações já fizeram muita gente chorar de emoção, especialmente o número da Ave Maria de Gounod. Lá pelos idos dos anos 90, toquei teclado com ela em várias cerimônias de casamento, e fui testemunha da força de sua voz. Terna, aveludada, melodiosa, perfeitamente no tom.

Seus trabalhos voluntários na Igreja - que remontam a década de 70 com o Grupo Jovem Engrenagem - ainda continuam firmes e perseverantes. Principalmente através dos jovens casais que vêm em Sueli e Toni um exemplo de dedicação e amor à família.

Continue nos encantando, Sueli, com sua voz Sutil.

domingo, 29 de setembro de 2013

A culpa é do Pero Vaz?



A célebre "Carta do Achamento do Brasil" foi escrita por Pero Vaz de Caminha em Porto Seguro, entre 26 de abril e 2 de maio de 1500. Cidadão da cidade do Porto, mestre da balança da moeda, de família respeitável, porém sem tradições literárias, o escrivão registrou em 27 páginas de papel as impressões sobre a Terra Nova.

A intenção aqui não é colocar o Caminha no banco dos réus. Mas fazer um exercício histórico para tentar explicar duas das maiores mazelas do nosso país: o desperdício de recursos e a corrupção

Desperdício de recursos - Conforme o escrivão relatou, “nela, até agora, não pudemos saber que haja ouro, nem prata, nem coisa alguma de metal ou ferro; nem lho vimos. Porém a terra em si é de muito bons ares, assim frios e temperados como os de Entre Douro e Minho, porque neste tempo de agora os achávamos como os de lá. Águas são muitas; infindas. E em tal maneira é graciosa que, querendo-a aproveitar, dar-se-á nela tudo, por bem das águas que tem.”

Pois é, “em se plantando, tudo dá” é um erro de citação. Mas a discussão aqui é outra: como é que o Brasil, com seus 8 milhões e meio de km², ou 47% do território sul-americano,  ainda exibe estatísticas desastrosas em saúde, educação, desigualdade, etc? O desperdício, a corrupção, o descaso, a incompetência, a burocracia e a falta de planejamento do governo sugam o equivalente a todas as riquezas produzidas anualmente pela Argentina. Todos os anos, cerca de R$ 1 trilhão, o equivalente ao Produto Interno Bruto (PIB) da Argentina, é desperdiçado no Brasil. Quase nada está imune à perda. Uma lista sem fim de problemas tem levado esses recursos e muito mais. De cada R$ 100 produzidos, quase R$ 25 são desperdiçados. O Brasil deixou passar a bonança externa — entre 2003 e 2008, o mundo viveu a sua era de ouro, puxado pelo super crescimento chinês — sem fazer as reformas estruturais necessárias à economia. Agora, se vê sem capacidade de colher os frutos do bônus demográfico, período único em que as nações usam a sua força de trabalho para se tornarem ricas.

Cerca de 80% do território japonês apresenta relevo montanhoso. Apenas 16% são formados por planícies, onde a atividade agrícola é mais fácil. No entanto, o Japão é a 3ª economia do mundo, atrás apenas dos EUA e da China. Somente 12% do território japonês são apropriados para o cultivo. Devido a essa falta de terra arável, um sistema de terraço é utilizado para se plantar em pequenas áreas. Consequentemente, o país tem um dos maiores índices de produção por área quadrada do mundo, conseguindo uma auto-suficência de produtos agrícolas por volta de 50% em apenas 56 mil km². 

Da Terra Nova farta e próspera do Caminha, o país ganha cada vez mais a cara do desperdício!

Corrupção – “E pois que, Senhor, é certo que, assim neste cargo que levo, como em outra qualquer coisa que de vosso serviço for, Vossa Alteza há de ser de mim muito bem servida, a Ela peço que, por me fazer singular mercê, mande vir da ilha de São Tomé a Jorge de Osório, meu genro – o que d'Ela receberei em muita mercê.”

Será que a corrupção endêmica é uma doença hereditária, inextirpável do organismo nacional? Eu particularmente não acredito nisso.

Ao fazer o pedido de regresso de seu genro José Osório ao território da Metrópole, no fim da carta, Pero Vaz estava na realidade trazendo a impunidade à baila, pois o tal genro Jorge de Osório estava cumprindo pena na África. Sua filha única, Isabel de Caminha, fizera mau casamento. O marido, indivíduo de maus costumes, fora preso por assalto à mão armada e condenado a degredo para a ilha de São Tomé, na África. Mesmo sendo genro de um alto funcionário do reino, o meliante fora apanhado nas malhas da lei. No entanto, desde o Achamento, ou Descobrimento, não se sabe de um único e escasso condenado pobre, sem dinheiro para bacharéis dolarizados, que conseguiu com embargos infringentes ser julgado de novo pelo mesmo tribunal e livrar-se da cadeia. 

Não se conhece a duração do castigo imposto a Jorge de Osório, nem quanto tempo cumpriu na ilha de São Tomé, ou mesmo se Dom Manuel I atendeu ao pedido de Pero Vaz de Caminha, mas o fato é que, com esta referência fazendo parte da Certidão de Nascimento do Brasil, a corrupção tenta marcar sua presença no DNA dos poderosos. Tomara que nossa genética prove o contrário e o organismo possa expulsar estas células malignas.

P.S.: “Beijo as mãos de Vossa Alteza"

Haroldo Magalhães Elias

sexta-feira, 30 de agosto de 2013

Tia Iza


A Baixinha, como carinhosamente a chamamos, é várias. 

Filha exemplar, tia querida, irmã para todas as horas, mãe dedicada, sogra bacana (!), profissional talentosíssima e referência no que faz, como Conselheira da Junta de Recursos do INSS, a Maria Luiza sempre se destaca em tudo o que faz, desde seus tempos de Colégio.

Líder por natureza, deu guarida a tanta gente em sua casa em BH que até já perdeu a conta. Eu me incluo nesta lista, e sou eternamente grato pela acolhida durante o ano passado, quando esperava por minha família.

A você, tia Iza, uma homenagem em nome de todos que te amam!

Haroldo, o hétero...

Singela homenagem ao gênio Chico Anysio. Ele criou o personagem Haroldo no ano em que eu fiz 24 anos (!) e sofri muito no estágio da fábrica de Ferro Ligas em Ouro Preto (antiga Alcan), onde meus amigos Bocage e cia só me chamavam de Luana rsrs

Tia Marli



Gosto de chamar minha irmã Marli de Marilyn. Aquela antiga Margô Marli (lembram dela?) nasceu pra ser artista. A Maí É uma artista da vida. Casada com meu compadre Mário tem três lindos filhos - Guilherme , Marina e me concedeu a honra de batizar a Lívia, que amo tanto.

Marli sempre foi muito competente no trabalho na UFOP, e hoje é Chefe de Seção de Ensino do Instituto de Ciências Sociais Aplicadas. Este ano vai dar uma parada pra descansar...

Incansável, carinhosa com nossos filhos e cuidadosa com nossa Mãe, Marli sempre está disponível para ajudar, com quele largo sorriso estampado no rosto.

Fiz esta brincadeira com você, Marli, mas pra mim você é tudo isso aí. E merece todo o nosso carinho!

domingo, 18 de agosto de 2013

Governador Mineiro Antonio Anastasia







Encomenda de Maria Luisa Mendes para compor o ambiente no Morar Mais BH, a Sala de Cinema e Biblioteca do Governador.

Com 49 anos de idade, Antonio Anastasia dedica-se há 26 anos à administração pública e participa há 20 anos da vida política de Minas. É um profundo conhecedor dos problemas e demandas dos municípios, atuou em importantes momentos da história do Estado, como a Constituinte Mineira, entre 1988 e 1989, e, desde então, sua vida profissional é dedicada à administração e à defesa dos interesses de Minas.

Feliz Dia dos Pais!







Gegê, pai querido, retratado de forma irreverente, como ele era na intimidade da família. 

Com sua T shirt branca surrada, sempre mexendo em alguma coisa no Rancho de Ribeirão que hoje leva seu nome. 

Esta carica foi inspirada na foto que é seu último registro, ao lado de Mariana Elias, tirada por Adriana Coelho Mendes Elias

Espero que curtam o "nosso" Gegê.

André Rocha





Meu querido jornalista André Sol Rocha. 

Homenagem a um querido sobrinho, amigo e parceiro. Desde criança era muito curioso e inteligente - sabia todas as capitais dos países deste mundão - e toda vez que eu ia namorar lá vinha o André para nossa sessão de quizz sobre as capitais. 

Deu no que deu. 

Mangueirense e Cruzeirense, não necessariamente nesta ordem, é hoje um grande profissional do jornalismo mineiro.

sábado, 4 de maio de 2013

Simplesmente Isadora









 Quando Isadora estava sendo concebida, Deus chamou seus anjos, arcanjos e querubins e ordenou (com aquela voz de Deus, após o toque das trombetas):

__ Preparem-se, pois daqui a nove meses um de vocês vai participar de uma missão importantíssima na Terra. Isadora vem aí!

Mais do que depressa todos no Céu se mobilizaram para se prepararem para o grande dia. Ninguém queria perder esta oportunidade: acompanhar a passagem da Isadora pelo Planeta Azul.

E assim, em preparação para a sua chegada, o Criador colocou vários ingredientes na receita da Isadora: alegria, disposição, curiosidade, talento para a arte, sensibilidade, amor - além, é claro, de umas pimentinhas ardentes.

Mais: Isadora veio com outras características que a fazem única. Adora ser desafiada, é uma guerreira, e as dificuldades são um estímulo para ela. É uma criança meticulosa e crítica. Que brinca, corre e se diverte. Que vislumbra uma vida inteira de felicidade e diversão. Que gosta de festas, de dançar e de doces.

Não pense que vai arrumar as malas dessa garotinha e enfiá-la no carro para viajar. Ela vai querer participar de tudo, saber dos mínimos detalhes, escolher o que vai levar com ela e dar opiniões sobre a viagem. Sensitiva, foi a única neta a não conhecer o Vô Gegê por aqui, mas brinca com ele com regularidade. Privilegiada...

Denise e Robson só tiveram que escolher o nome. Acertadíssimo, pois Isadora significa Dádiva de Isis, a deusa egípcia do amor e da magia.

Smples assim...

terça-feira, 19 de fevereiro de 2013

Barbara e Alexandre



Casal nota 10! Finalmente estou postando depois de muito tempo longe do Blog. Muitas coisas aconteceram, e agora sou belorizontino, um antigo sonho da família.

Uma retomada nas postagens não poderia ser em mais alto estilo senão a carica do casal Alexandre e Barbara. Acho que ficou boa, pois eles curtiram tanto que até reproduziram a cena.

Felicidades aos dois!!

sábado, 5 de maio de 2012

Marcão Queiroz



Conheçam o Marcus Vinicius Queiroz. Meu amigo de longa data. De um humor ácido, profundo, direto, este cara inteligentíssimo se destacava pela discreção e pelas tiradas curtas e diretas.

De uma cultura vastíssima, podemos conversar com ele por horas sobre qualquer assunto.

Estudamos juntos até a Escola Técnica, e daí seguimos por universidades diferentes, mas mantendo a Metalurgia como caminho profissional, ele na UFMG e eu na UFOP.

Filho de artista - Cláudio Queiroz foi um importante pintor de Mariana - sempre gostou de desenhar, mas nunca levou isso muito a sério. Azar o nosso...

Muita história juntos. Hoje apresentamos nossos filhos, nos encontramos de vez em quando em Mariana, a última vez durante o carnaval.

Minha singela homenagem a você, Marcão, com aquela expressão que só quem convive com você conhece...

sexta-feira, 4 de maio de 2012

Alessandra chegou!



Esta é a Alessandra Paulino. Difícil descrevê-la em uma única palavra, então não vou arriscar. Alessandra é, acima de tudo, uma pessoa alto astral. Nada fica do jeito que estava quando ela chega em um ambiente. A alegria chega a tiracolo, contagiando a todos. Não sei de onde tira tanta energia...é meio marrenta, mas a gente gosta dela é assim!

Nos conhecemos desde sempre. Sabemos coisas um do outro que queremos esquecer. Brincadeiras à parte, nossas juventudes caminharam juntas pelos´pés de moleque de Mariana, nas madrugadas no jardim, nas sessões de audições de vinil na casa dos amigos, pelos carnavais.

Mas uma ligação implacável nos torna inseparáveis: foi na festa de 15 anos da Alessandra que eu e minha digníssima mulher Adriana começamos a namorar, em Ribeirão do Carmo. É ou não é pra se levar a amizade para sempre?

Alessandra, um beijão procê!

quarta-feira, 4 de abril de 2012

Nosso filósofo mor






"Como são admiráveis as pessoas que nós não conhecemos bem".


"Democracia é quando eu mando em você, ditadura é quando você manda em mim".
"Não devemos resisitir às tentações: elas podem não voltar".


"O cara só é sinceramente ateu quando está muito bem de saúde".


"Sim, do mundo nada se leva. Mas é formidável ter uma porção de coisas a que dizer adeus".
"Viva o Brasil
     Onde o ano inteiro
       É primeiro de abril".



"Anatomia é uma coisa que os homens também têm, mas que, nas mulheres, fica muito melhor".
"Metade da vida é estragada pelos pais. A outra metade, pelos filhos".


"Se é gostoso faz logo, amanhã pode ser ilegal".
"O melhor movimento feminino ainda é o dos quadris".


"Passado: É o futuro, usado".


"Na poça da rua
    o vira-lata
       lambe a lua".
"A gente só morre uma vez. Mas é para sempre".




Mas você não morreu, Millor. E nos deixou pérolas...

terça-feira, 3 de abril de 2012

Dr André Marinato

Minha grande amiga e colega de trabalho Rosália Moreira Magno da Silva, ou simplesmente Rose, foi diagnosticada em agosto do ano passado com leucemia. Após o susto inicial da notícia que nos abalou a todos, a guerreira Rose começou um tratamento em Vitória com o médico hematologista e gerente do serviço de diagnóstico de doenças oncohematológicas do Criobanco Dr André Marinato, que sempre oferece o melhor tratamento não só com relação aos medicamentos, mas também com um tratamento muito humanizado.

Formado em Medicina pela Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes), possui residência em Clínica Médica e Hematologia e Hemoterapia e mestrado em Clínica Médica, ambos pela Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto (USP).

Com atuação na área de oncohematologia , possui treinamento em citometria de fluxo pela Universidade de Salamanca, e atualmente concilia a carreira acadêmica de professor de clínica médica no curso de Medicina da Faculdade Univix com a de presidente da Sociedade Brasileira de Hematologia e Hemoterapia Regional Espírito Santo.     
A Rose está curada. Hoje é aniversário do Dr André. Mais do que uma homenagem, faço desta caricatura um agradecimento por ter devolvido a Rose a todos os seus amigos e familiares com saúde.                                                                  

sábado, 17 de março de 2012

Saudades do Tonton





Há amigos que deixam nossas vidas muito cedo. Fica um sentimento de indignação por ver uma amizade tão forte, um talento para a fraternidade e amor às pessoas, um bom humor raro que contagia - tudo isso ir embora pra sempre, ao mesmo tempo que vemos criaturas que não merecem nosso respeito, nem mesmo nosso juízo de valor, ficarem vagando por este mundo fazendo o mal, manchando a sociedade.

Izaltino na carteira de identidade, Tonton para nossos corações. Um jovem engajado com os problemas sociais, trabalhador, sensível aos problemas dos amigos, presente em todas as etapas de nossas vidas. Para mim e Adriana, um de nossos Padrinhos de casamento (junto com minha irmã Denise), e acompanhou todas as fases deste relacionamento abençoado.
Fundou a Casa Lar Estrela, ainda em funcionamento em Mariana, que foi e é uma Instituição séria para apoio a crianças e adolescentes especiais (http://www.youtube.com/watch?v=BvsygE3Dvz0&feature=related). Especiais também são as amigas Cristina Pereira, Ana Cláudia Rola e tantos outros que ajudam a manter a Instituição até hoje.

Lembro-me até hoje quando Tonton pediu que emprestássemos nossa casa de praia em Piúma para ele. Qual não foi nossa surpresa quando ele desceu do ônibus com aquelas crianças e adolescentes especiais - um ônibus lotado! Foi uma festa, ajudar aquelas pessoas abençoadas a conhecer o mar pela primeira vez. Nunca me esquecerei disso.


Mas em 1999 ele nos deixa aos 29 anos. Fica a saudade de sua presença material, mas também a sensação de privilégio de ter convivido com ele.

Tonton tornou nossa linda juventude ainda mais linda.


sexta-feira, 9 de dezembro de 2011

...e mais pombinhos...!

                                              



Raquel e Bruno, de Vitória. Com o Urubu e o Manequinho de 'damos' de honra...

sexta-feira, 18 de novembro de 2011

Mais pombinhos



Esta carica foi uma encomenda dos noivos Renata e Vinicius, de Vitória, ES. Felicidades ao casal!

domingo, 16 de outubro de 2011

Aldo Tartabini


O meu amigo Aldo é vários. Além de competente engenheiro da Samarco, onde grandes projetos sob sua gestão criam vida e melhoram os processos, ele também tem outras facetas que o tornam um conhecido 'faz-tudo'.

Nossa história começa antes mesmo dele aparecer, pois seu saudoso pai Huguinho deu aulas para mim na UFOP. Nossa amizade começa como companheiros de república, pois dividimos uma casa em Anchieta por um curto mas rico período de tempo. Depois de casados com Janise e Adriana, nossos filhos foram nascendo e crescendo mais ou menos na mesma época, e são também grandes amigos. O Pablo (meu afilhado de crisma) divide com o Leandro a paixão pelo futebol. Já o Gabriel e o Gustavo não desgrudam um do outro, com as mesmas preferências de brincadeiras.

O Aldo se especializou na montagem de armários e similares, fazendo o projeto sob medida e montando as peças já cortadas. Hoje é um hobby,  mas poderia fazer disso um ofício, já que a qualidade de seus trabalhos supera até profissionais do ramo. Outra diferença é que ele não é enrolado...

Ele monta e desmonta motocicletas como se fosse um brinquedo. Construiu até um caminhão fora de estrada para os filhos, utilizando desenhos orginais da Caterpillar, é mole? É também pintor, bombeiro hidráulico, eletricista, projetista e montador de home theater...a lista e grande!

Como a motocicleta é uma de suas paixões, fiz a carica representando tanto a moto como Ouro Preto, a cidade onde cresceu e tanto ama. Não se preocupem com as peças caindo, ele vai consertar logo, logo...

segunda-feira, 26 de setembro de 2011

Nasceu Emanuel!

Deus conosco!

Do hebraico, os antigos se referiam a Emanuel como um nome profético que se remetia à vinda do ungido de Deus à Terra.

Hoje, Emanuel representa o fruto de um Amor profundo, sincero, alicerçado em valores fortes e imutáveis. O Amor da Mariana e do João.

Todos estamos em júbilo pois são duas pessoas queridas, amadas, e que compartilham generosidade pelos quatro cantos do mundo.

E ser convidado para ser Padrinho deste pequeno presente de Deus, é uma honra para mim.

Deus abençoe.

Deus proteja.

Deus bem perto, Emanuel.

domingo, 21 de agosto de 2011

Lu Mendes

Minha comadre Lu é camaleoa. Madrinha do meu filho Leandro, Lu já enveredou por vários campos de manifestação artísica nesta vida.

Além de já ter sido artista de biscuít, aquela modelagem com porcelana fria, ela também já pintou quadros com temas abstratos utilizando técnicas mistas, com excelente resultado.

Mas agora ela já decidiu por seu futuro: está se formando como Designer de Interiores. Aluna dedicada, referência para suas colegas, perfeccionista ao extremo, Lu se destaca em seus trabalhos com um algo mais que os professores não imaginavam que iriam ver como resultado.

Todos estamos orgulhosos de você, que, na altura de seus 50 anos, mostra aos familiares e amigos que nunca é tarde para buscar a realização dos sonhos...

Julia Rosa


A Julia é a linda filha do Marcelo Shiffert Torres, e trabalhamos juntos por vários anos na mesma empresa. Profissional competente de TI, encomendou esta carica para homenagear a filha, que é amante da dança Flamenca. 

Nos idos dos anos 70 e 80, artistas como Paco de Lucia, Camarón de La Isla e Antonio Gades, expandiram os limites dessa manifestação cultural, apresentando ao mundo o Flamenco como uma autêntica expressão artística que disputou reconhecimento com outras manifestações já consagradas como o Jazz ou a dança clássica.


terça-feira, 17 de maio de 2011

Crônica ludopédica

Agora que já se definiram os campeões estaduais e o Brasileirão se aproxima, trago à baila algumas discussões acerca do nosso querido esporte bretão, o Ludopédio. Usando este termo português antigo, corro o risco de fazer o leitor pensar que esta crônica trata de um compêndio relativo à história do futebol. Não, não farei menção ao fato de que alguns historiadores remetem a invenção do futebol a 2500 a.C., quando soldados chineses faziam uma divertida partida com os crânios de seus inimigos decapitados.  Na história recente, financiados pelos donos de fábrica, o times do Arsenal (1886) e do Manchester United (1878) foram as primeiras agremiações nascidas em solo inglês. Um certo paulista filho de britânicos, chamado Charles Miller, trouxe o primeiro par de bolas com o livrinho de regras da terra da Rainha, nascendo oficialmente no Brasil o mais popular desporto coletivo do mundo, tornando-se a pátria das chuteiras.
 Não quero tampouco confundir a galera jovem com uma informação bombástica: já houve, segundo historiadores, um jogador brasileiro maior que Pelé: Friedenreich. Ele foi o primeiro grande jogador da história do nosso futebol e grande ídolo na era amadora. Segundo relatos, era um atacante de técnica única - alguns o consideram o inventor do drible curto e do chute dado com efeito. Ficou famoso pela sua garra em campo e recebeu o apelido de "El Tigre".  Alguns zagueiros que atuaram na mesma época que "Fried" afirmavam que ele era impossível de ser marcado. Com essas características, foi artilheiro várias vezes do Campeonato Paulista e, segundo alguns relatos, teria marcado 1.329 gols, o que o transformaria no jogador recordista de gols na história do futebol mundial.

Mas o que quero mesmo é voltar no tempo, mas não mais que 30 anos, na minha juventude, quando jogava futebol de campo e este era o esperado programa de domingo da família interiorana. O futebol era diferente, mais cadenciado e não menos emocionante. Primeiro, minhas referências eram bola branca e chuteira preta. E hoje? Uma parada de chuteiras coloridas que mais parece desfile de escola de samba. A bola, então, nem se fala. Cores, desenhos, formatos e um tal de "efeito aerodinâmico" que torna imprevisível a sua trajetória, como a famosa Jabulani. Naquele tempo passava-se sebo na bola para preservar as costuras feitas à mão e a bicha era um peso só. Vários goleiros tinham falanges quebradas e só faltava fazer um sorteio para ver quem iria ficar na barreira, para defender chutes de batedores históricos como Pepe, o "Canhão da Vila Belmiro", Nelinho, do Cruzeiro, Éder Aleixo, do Atlético MG, etc. Claro, com as mãos protegendo as partes...

A narração da TV era também bastante diferente. Assista a algum jogo da Copa de 70 e ouvirá: "Piazza........passa para o capitão Carlos Alberto........agora vem Tostão com ela..........Pelé........Jair recebe e avança.........Tostão novamente..................recua para Brito...". Hoje, os narradores tagarelam: "Evanilson Augusto rcebe pela ala direita, ele que chegou ao São Paulo em 13 de fevereiro de 2009, uma semana depois de completar 18 anos e de tirar sua carteira de motorista. Evanilson Augusto jogava de médio volante e foi pela primeira vez deslocado para este setor sob o comando de Robervalson de Oliveira Dantas. Evanilson se recupera de uma lesão no músculo adutor da coxa direita e passou 13 dias no departamento médico do clube. Evanilson Augusto toca para Deyvydsson Maxwell...". Eu fico sem fôlego pra eles!


Não dá. Sou do tempo em que os apelidos curtos imperavam, como Pelé, Tita, Zico, Pepe, Dadá, Zito...era muito mais fácil decorar a escalação do time - aliás, hoje é uma façanha, pois com o troca troca de jogadores o torcedor fica totalmente perdido! Gravar o primeiro nome já é um saco, agora vários vem com nome e sobrenome, ou nome e cidade de origem, ou nome e adjetivo - como Wellington Paulista, Túlio Maravilha, Marquinhos Paraná, Ronaldo Fenômeno, Adriano Imperador. Naquela época era Roberto Dinamite apenas. Já no interior era o nome do jogador primeiro e o nome da mãe depois: Gegê de Mariquita, João de Norma, Zezé de Dora. Fácil...


Na Bahia sempre se diz que se macumba valesse, o campeonato baiano sempre terminaria empatado. Hoje, no pré jogo em que a TV mostra as torcidas, o estádio, os repórteres de campo, uma cena chama a atenção: os jogadores, em sua maioria, não se contentam com o Pai Nosso gritado no vestiário. Ficam com as duas mãos levantadas para os céus, os olhos fechados à força, a boca nervosa entoando orações e hinos de louvor, pedindo ao Pai que interceda em favor de seu time e que o time vença a peleja. A quem Deus ouvirá? Todos os 22 jogadores estão em prece fervorosa, beijando os santinhos, então a quem ajudar? Aí, eu imagino a cena: chega São Pedro com um iPad e mostra as escalações direto da Internet para Deus. O diálogo seria mais ou menos assim:


__ Por São Jorge! Por que o Corinthians vai com esta zaga com André Vinicius e Paulo André (olha os nomes compostos aí...)?? - diz o Todo Poderoso. Assim vou ser obrigado a ajudar o São Paulo...
__ Valeu, Chefinho... - comemora o próprio.
__ Mas e o mala do Rogério Ceni? - pergunta São Jorge. Misericórdia...!
__ Então larga esses dois para lá e ajuda o Mengão - entra na conversa o São Judas Tadeu, com seu sotaque carioca.
__ Flamengo? Pelo amor de Deus - esbraveja São Januário lá do canto, puxando pro lado do Vasco.
__ Mas não ajuda o Atlético não, pois eles pintaram meu manto de preto - interrompe Nossa Senhora das Graças.
__ Mas isso foi em 2001, nós já fomos castigados com a maldição dos sete anos sem título! - vem uma intercessão lá da Terra, do atleticano Dom Serafim Fernandes de Araújo.
__ Chega de discussão - interrompe Deus. Lavo as minhas mãos. 


E ajuda o Santos...


sábado, 14 de maio de 2011

Gui


Simples assim: meu sobrinho Guilherme é popular. Sem esforço algum, o Gui arrebanha amigos e os envolve com sua risada estridente e prazerosa, assinando automaticamente um tratado de amizade eterna e intensa. Assim é o Gui.

Primogênito de Mario Veisac e Marli, o Gui nasceu dentro de uma geração espetacular de sobrinhos, que cresceram juntos nesta atmosfera de amizade e companheirismo. Ele é um símbolo desta turma, que até hoje se encontra para rodas de papo, churrasquinho e curtição da família. 

Sim, porque todos são muito família. Alguns até já tem sua própria, como é o caso de Monica, Lucas, Pedro Gustavo e Mariana, que começaram uma nova geração de bisnetos da dona Lívia, alguns a caminho.

Representei o Gui na bonita paisagem da Cachoeira das Andorinhas, em Ouro Preto, pois o cara é natureza pura; é só passear pelas suas páginas nas redes sociais e conferir imagens de escaladas, cachoeiras, etc. Suas madeixas loiras combinam bem com o límpido azul do céu das Minas Gerais...   

sábado, 7 de maio de 2011

Elias Layon - o pintor das brumas


Quem visita a histórica Mariana, em Minas Gerais, deveria, antes de percorrer a cidade, entrar no atelier do artista Elias Layon. De lá sairia com o olhar contaminado por uma imagem poética da cidade que a realidade está longe de proporcionar. Mais importante do que os casarios coloniais, na pintura de Layon as brumas são seu fundamento constitutivo. No rigor de cada composição, a palpabilidade do mundo desaparece e o motivo das brumas se impõe preponderantemente.

Na sua obra a cor, as linhas e as massas pictóricas refletem a essência dessa toalha fina de neblina fresca, a bruma, em sua profundidade, no seu aveludado, na sua maciez no seu odor. A cada nova tela do artista, o mundo se dissolve sobre os reflexos da bruma. A cidade parece transfigurada por uma atmosfera mágica. Layon não quer, portanto, revelar os mistérios da cidade, quer torná-la uma terra de mistérios.

Suas telas refletem cada pequeno espaço da cidade, de sua natureza, de suas luzes revelando o que eles têm de mais íntimo e sublime. Ao mergulhar em cada tela do artista parece que provamos do hálito de eternidade, levando-nos para além do tempo físico e nos mantendo suspensos numa atenção atemporal, diante de uma visão só possível de ser capturada pelos pincéis do artista.

Sua arte devolve à cidade de Mariana a sua condição perdida, condição poética que é redescoberta e iluminada pela arte, sabendo que é a obra de arte que a torna perene. O artista realiza o milagre de tornar cada pequeno facho de luz, cada movimento da neblina, cada frescor matinal e folhas de árvores que dançam ao sabor do vento, num edifício imenso de força viva, que transpira uma permanência indefinida. Provamos de uma alegria, que à simples lembrança de suas telas, sempre retorna. Pois, como dizia o poeta Keats, "uma coisa bela é uma alegria para sempre".

Mas nosso artista não apenas é pintor. Layon descobriu, após uma vida dedicada à pintura, a expressão artística da escultura. E essa descoberta da escultura já surpreende em sua riqueza de expressão e qualidade técnica.

Texto irretocável de Jardel Dias Cavalcanti

sexta-feira, 29 de abril de 2011

Vitor Magalhães é o cara!




A família Magalhães Elias é enorme e possui uma peculiaridade: quatro irmãos se casaram com quatro irmãs. Na roça antigamente era assim, um puxava a fila e a galera ia atrás. Assim foi com Gegê e Lívia, Elias e Lídia, Zezé e Naná e Lulu e Luci. A tia Luci já apareceu neste blog, agora é a vez de seu neto Vitor, filho mais novo de minha prima irmã Selma e seu maridão Amaro.

As honras de sua apresentação ficam por conta de seu irmão mais velho Diego:

"Sou suspeito para falar, mas meu irmão é o cara. Dono de uma criatividade incrível, lança, impõe e tira a moda. Uma pessoa que não mede esforços para alcançar seus desafios e se sente atraído por aqueles ainda maiores. Um cara altamente carismático que contagia e preenche o ambiente por onde quer que vá. Marketeiro por natureza, vende sua imagem como poucos e a usa a seu favor na busca novas amizades, admiração e negócios.

Sim, negócios! Apesar da pouca idade o cara promove festas e vende apartamentos como poucos em BH. Não meça a capacidade desse garoto, como dizem por aí, esse menino vai longe!"

A carica explora este lado carismático do Vitor, com seu sorrisão largo e contagiante. É o cara!